Ciganas

Cigana Madalena
Cigana Madalena, nossa grande amiga, mais conhecida como a que resolve problemas “Do Amor e do Sexo”. Este fato de Madalena estar em evidencia astral, muito nos deixa feliz. Pois ela é uma Cigana, que rege um dos males que hoje assola o mundo. Tudo o que gira em torno deste aspecto da vida das pessoas, pode descentralizar, desestabilizar, fazer viver ou morrer. A falta de amor, ou a banalização deste, podera ser auxiliado pela influencia benefica de Madalena, trazendo calma e as melhores tomadas de caminho, para que a centralidade da mente se faça presente e esclareça todos os pontos do problema. Madalena foi uma pessoa que sabe e entende bem as questoes do amor e do sexo, por ter vivido em sua propria existencia. Foi vitima de um estranho amor, e da rudeza do sexo, quando o amor não é correspondido. A força viril masculina, feriu suas entranhas, deixando muitas marcas, que somente foram superadas pelo amor e paciencia do homem que deixou tudo para segui-la em sua vida nomade. Madalena, entao conheceu o amor, carnal e espiritual.
E por isso mesmo, pelas condições adversas que viveu, ela pode abolir todos os preconceitos em torno deste tema, desde que haja amor verdadeiro. Madalena não aceita jamais, a traição. Seja por qualquer motivo que seja. Ela diz: Não ama mais? Entao separe-se. Dói, mas passa.
Ela atende a todos, como no tempo em que viveu na Madras antiga, Rufioes (comerciante de mulheres), Jellantes (amantes), Lumiascas (prostitutas), Thores (homens de vida escusa), meninas que perderam a Pachi (virgindade), ela atende a todos, aconselha sem fazer julgamentos da vida de ninguem. Madalena tem fama de brava, mas é só falar do povo. Ela uma vez em sua Ofisa atendeu a uma majalé (adultera), e esta traía por ser leviana, nem por amor era. Madalena com sua visao aguçada, logo diagnosticou que a tal consulente estava se insinuando para seu marido. Madalena apanhou o baralho e “leu” a “sorte” que a mulher teria ao se insinuar para o marido de uma shuvani (feiticeira, ela mesma), disse cobras e lagartos com uma calma impressionante. Por fim disse precisar fazer uma magia com o sangue da mulher e cortou o dedo dela com toda perversidade, devagar e bem profundamente, a gadjí com a mão ensangüentada e apavorada saiu rapidamente. Madalena riu alto, e disse para o seu amor: – Ajudo sem preconceitos, e se tu pensas que fiz maldades com esta mulher, digo que não. Penso eu que sou mesmo boa de coração. Quando ela pensar em trair alguém por pura leviandade, pensará várias vezes. Mesmo porque este corte não vai fechar!. Teremos que ter discernimento no trato com as pessoas, sem fazer pré julgamentos da vida das pessoas. Pensar e analisar, para nao dar passos sem volta, por capricho, por orgulho ou por impulso. Tambem Madalena tras a energia criadora, realizadora, e que tras a possibilidade de amores verdadeiros, comunhão espiritual entre as pessoas. Para os legisladores, mudanças ou criação de leis, que prestigiam a afabilidade e verdade. Para os artistas e oraculadores, ela tras videncia, alem das aparencias. Esta parte da energia faz com que fiquemos mais cautelosos, faz com que possamos dar o passo certo em direção ao que queremos sem enganos. Cuidem da força interior e do que se diz ou faz, o vento leva as palavras, mas nao os atos, estes podem perdurar, e o corte pode custar a fechar.
Cigana Rosita

Esta cigana é de origem indiana, embora tenha vivido durante toda a sua vida entre França e principalmente na Espanha, local de nacionalidade de seu pai. De pele clara e cabelos muito negros, era de beleza impar. Tendo veia muito artística logo se enveredou pelos caminhos da arte da dança. Uma dança sem par, misturando passos do tradicional katac indiano, danças mouras marroquinas e o tradicional flamenco espanhol. Fazendo uma dança cigana cheia de movimentos, sapateados e véus, hipnotizadora e avassaladora. Logo que chegou a idade em que se desperta desejo aos homens, ela foi proibida de dançar em publico de gadjos, como fazia nas praças espanholas.
Como num prenuncio de que algo poderia acontecer. Assim foi. Um dia em kumpania em orla espanhola, num lugarejo distante, dançava na praia para a luz da lua, quando um gadjo olhava e se encantava com os movimentos suaves que Rosita para a lua. Este homem ficou tão inebriado que passou a ir todas as noites na esperança de vê-la dançar. Ficava cada dia mais apaixonado por esta linda mulher que carregava a meninice dentro dela, dentro daquele corpo de mulher e alma de bailarina. Um dia tomado de paixão, se aproximou e ela assustada fugiu. Ele ficou chateado, mas voltou em outro dia. E quando ela ia correr, ele a tomou pelo braço e impensadamente a beijou.
Ela sem saber porque correspondeu apaixonadamente. Ao se afastarem ele disse que a amava profundamente sem saber porque, mas sentia pulsar este sentimento com fosse o sangue das veias, como se fosse este amor, o combustível da vida. Ela sentia igual, mas era prometida e nada poderia fazer. Disse que ele se afastasse, que fosse embora. Ele prometeu segui-la aonde quer que fosse, somente para vê-la. Nisto se aproxima seu noivo e futuro dono de sua vida, ao perceber o ar enamorados deles, a arrastou violentamente e disse: Rosita, tu sabes que és minha, não sei o que aconteceu entre você e aquele homem, mas saibas que mesmo sem saber eu vou mata-lo. Rosita ficou muito apreensiva e nada disse, não naquela hora, mas pelo susto, nada podia dizer. E assim foi, depois de algumas semanas quando o homem foi apreciar a linda dança da cigana prometida, seu noivo estava a espreita e logo num golpe de facas mortal o matou. Rosita de resignou ao saber, sofria calada, mas disse ao noivo quando este contou: Sabes que estava errado e que eu nunca tive nada com aquele homem, mas apesar disso eu o amei, porque ele me deixava ser livre.
Eu serei tua prisioneira, mas o meu amor, o meu coração, tu nunca terás. E assim casou, teve filhos, mas só nos momentos de sua dança solitária se sentia liberta e amada pelo homem que morrera por sua causa, sem mesmo ter tido os desejados momentos de paixão com ela. O marido lhe proporcionava uma vida satisfatória em termos materiais, mas também não conseguia perdoar o fato de ela não lhe amar. Sendo assim ela viveu para seus filhos e para sua arte, encantava a todos com o coração sangrando. Ela acabou falecendo de tristeza e desamor que havia dentro de sua casa.
No astral ela é mestra em fazer com que os amores verdadeiros venham poder se realizar, realiza feitiços enquanto dança e harmoniza a aura das pessoas. Em sua dança diferente consola os aflitos, as amigas, as mulheres e as mães. Rosita que foi prisioneira durante toda a sua vida, faz com que as pessoas gozem a liberdade com seus sábios conselhos, com suas sabias mãos. Seus olhos misteriosos, traduzem tudo, muitas vezes sem palavras, é amorosa, gentil, bonita, seu ditado favorito é: Eu fui prisioneira da vaidade e do desejo, hoje sou prisioneira da liberdade do amor. Ela realiza feitiços que libertam os amores impossíveis, trazendo o entendimento para todos.

terça-feira, 17 de fevereiCigana da Estrada
Sou filha do Céu e da Terra; irmã da Água e do Ar.
Sou o fogo na Floresta e a branca espuma no Mar.
Sou a Loba; sou a Selva; sou a carícia da Relva;
e a Carroça atrelada.
Sou a beira e o caminho; sou um pássaro sem ninho e do galho mais fraquinho, todos me escutam cantar!
Sou a menina do Dia e a amante louca da Noite;
sou o alívio e o açoite, e a carne esfacelada.
Sou a abelha rainha, venha provar do meu mel, pois dentro do meu casulo, Você estará no céu!
Se quer que lhe deixe louco entre um beijo e uma dentada,
me chame de tudo um pouco, mas o meu nome é Sttrada !
Na sombra, eu sou Vaga-lume; na luz, eu sou Mariposa;
sou o inseto que pousa e a lâmpada que é apagada.
Nasci para passar o Tempo e ficar um tempo parada,
mesmo que a vida insista, em me deixar estafada, vou seguindo, sempre em frente, pois topo qualquer jogada, todos sabem que existo, pois o meu nome é Sttrada !
Realizo a caminhada; sem precisar me cansar;
percorro vários caminhos; importante é o Caminhar.
Estou aqui, ali e acolá; o que não posso é parar.
Sou casada com o poder de sempre ser encontrada,
aceito qualquer roteiro, me chamam de caminheiro,
mas o meu nome é Sttrada !
Sou a primeira e a última, de todas as desgraçadas.
Honrada ou desprezada; vil ou simplesmente sagrada;
sou o som e o silêncio; sou o choro e a risada.
Sou a eterna abundância; pois sempre dou importância, para a semente lançada, num solo de doce fragrância, pois o meu nome é Sttrada !
Sou o Rei e a Rainha; sou o súdito e o reinado;
sou a Coroa e a Forca, o Algoz e o Enforcado.
Uso a máscara da Vida, mas me confundem com a Morte.
Sou o Azar e a Sorte, e, aquela que foi dispensada.
Sou a bandeira da Paz mas me trocam pela Guerra,
na tirania da Terra, me vejo desapontada,
porém, quem me ama não erra, pois o meu nome é Sttrada !
Saindo de um turbilhão; alçando a torre encantada;
me vejo como uma estrela, de Lua e Sol enfeitada.
Com certeza amanhã, estarei acompanhada, do Anjo que é puro élan,
de uma mulher coroada.
Sou a roca, sou o fio, sou tecelã afamada, na teia eu desafio quem faça a melhor laçada, pois entre a chama e o pavio, eu tramo a trama esperada, mesmo que seja apenas, por uma curta jornada.
Me coloque em sua vida, como uma moça querida, que precisa ser amada; em troca posso lhe dar, o bem maior deste mundo numa bandeja dourada.
Me traga no coração prá me deixar encantada.
Não me esqueça e me honre com sua gentil chamada,
grite bem alto o meu nome !
Me chame, me chame, eu sou a sua “cigana estrada” !
Helena Rêgo/Cigana Sttrada
(do Clã Calom)
(São Paulo – SP – 1996)

Cigana Sulamita
É a protetora de mulheres grávidas, a que “toma conta” de partos difíceis. Esta cigana é natural de uma região entre França e Borgonha. Viveu muitos anos em Espanha e Itália. Viajou por muitos lugares, Portugal, Índia, Egito e outros. Em verdade trás em seu coração um pouco de cada um destes países no seu coração. De espírito vívido, é faceira, admirada por todos que a vêem, principalmente o sexo oposto. Boa, generosa é também geniosa ao extremo e capaz de ataques de fúria. Autorizada a entrar na aura de não ciganos, deixa sua mensagem e faz diversos trabalhos de magia. Suas magias geralmente são feitas com frutas. Mas a principal é para desamarrar parto difícil. Sulamita faz assim: Ela enterra uns ovos crus com cuidado na terra, em vaso ou chão, em frente da porta onde mora a grávida. Coloca em cima vários doces brancos e chama diversos espíritos ciganos e de outras linhas para fazer uma corrente de força. Os ovos são desenterrados quando a mulher da a luz sem perigo, então estes ovos são quebrados, simbolizando que ela esta quebrando todo o mal. Para que nada aconteça à mãe e o bebê. Obs. Diz esta cigana que em uma de suas encarnações morreu de parto, e quase toda segurança dela é enterrada.

Cigano Pablo
Vivi nesta terra a muito e muito tempo atrás.
Quando vivo, chefiava uma tribo de ciganos que na maior parte do tempo acampava pelas terras de Andaluza, como em minha tribo as tradições eram passadas de geração para geração e de pai para filho, herdei a chefia da tribo ainda jovem de meu pai.
Aprendi tudo que era necessário aprender com os antigos da tribo, que para nós ciganos, são as pessoas mais sábias sobre a face da terra.
Durante o tempo em que chefiei a tribo sempre recorri a eles em busca de sabedoria para solucionar problemas ou quando tinha dúvidas ou quando necessitava tomar qualquer decisão que fosse de maior responsabilidade, nunca gostei de tomar qualquer decisão, sem antes consultar a sabedoria dos antigos.
Quando nasci, fui prometido como todos os ciganos a filha de um dos ciganos da tribo, crescemos juntos e aprendemos a gostar um do outro e assim foi até atingirmos a idade necessária para contrairmos o matrimonio, enquanto isso aprendi com os antigos, todos os truques e todas as magias ciganas.
Tornei-me um grande conhecedor de magias e adquiri um pouco da sabedoria dos antigos.
Chegada à época das núpcias, casamo-nos aos quinze anos de idade, aprendemos juntos como liderar a nossa tribo.
Tivemos três filhos machos.
Segundo a tradição todos foram prometidos e assim seguimos nossos caminhos, com muita alegria e muita fartura.
Trabalhávamos arduamente cada um em seu oficio em prol da coletividade.
Com os filhos crescendo e a nossa felicidade a largos passos, começaram os problemas, o meu primogênito, ao qual cabia substitui-me na liderança da tribo, resolveu rebelar-se contra a nossa tradição, não querendo aceitar o acordo de núpcias feito entre nossa família e a de sua prometida, assim causando um conflito na tribo, como se não bastasse, resolveu envolver-se com outras moças da tribo, causando o desagrado de todos os homens que já se estavam como ele prometidos a essas moças, até que seus atos o levaram a um conflito direto com um dos jovens da aldeia, e pelas leis da tribo, levaram a um duelo pela honra.
Eu já sabia de antemão como terminaria esse duelo, pois, com a sua revolta, o meu filho não quis aprender comigo a arte de duelar, com isso encontrava-se despreparado para o duelo.
Vendo-me com grande dor no coração por saber-me impotente em relação ao fato de também se fazer cumprir a lei da tribo (essa lei nunca havia sido utilizada na tribo).
Tornei-me introspectivo e voltei-me para os antigos em busca de consolo. Sabendo os antigos pelo grande amor que nutria por meu primogênito, mostraram-me que havia uma maneira não muito ortodoxa de poupar o meu filho da morte certa, porem, sendo um bom lutador e tendo o conhecimento da magia do duelo, sabia também que não deveria vencer o jovem.
Assumi o lugar de meu filho (deveria morrer em seu lugar).
E assim fiz, desencarnei nas mãos de um jovem cigano irado com o fato de meu filho ter desonrado a sua prometida.
Deixei em desgraça uma jovem mulher e três filhos rezando a Santa Sara para que cuidasse de todos.
Durante o tempo que me foi permitido velar por minha tribo e minha família, fiquei ao lado de todos tentando colocar algum juízo na cabeça de meu filho, esperando que depois do fato acontecido ele resolvesse aceitar o seu destino, mesmo depois de tudo o que fiz, esse meu filho ainda se rebelou com o que fiz, continuou em sua busca de algo que nem ele sabia o que era.
Nessa sua busca desse algo, foi levando em seus passos o meu segundo filho, que sem o pai, estava completamente envolvido pelo irmão mais velho, tentei de todas as maneiras que pude e me foi permitido, influenciar ao primogênito o sentido de dever, não conseguindo meu intento e vendo que o meu tempo estava se escoando, fiz o que qualquer pai amoroso faria, mudei o meu objetivo para o segundo filho, que com mais jeito que o mais velho aceitou tudo o que eu pude passar para ele.
Descobri então que com o segundo filho, tudo era mais fácil, pois, este já trazia de berço todos os dons que me foram passados por gerações, então investi neste, sempre com o intuito de regenerar o mais velho, indicando ao mais novo o caminho dos antigos, fiz com que este filho conseguisse com o seu carinho trazer o mais velho de volta, pois o segundo filho mostrou-se mais sábio que o pai e abrindo os olhos do primeiro filho o trouxe para o seio da tribo.
Depois de regenerado o meu primeiro filho retomou o seu lugar na tribo, ocupou o meu lugar, o qual o meu segundo filho controlou com muita sabedoria, ate a volta do irmão.
Ai eu pude seguir o meu caminho no astral ate o dia em que pude tornar a encontrar a minha amada, e voltar a montar a minha tribo no astral.
Amigos nos ajude a dar créditos a quem o fez por merecer, infelizmente desconheço o AUTOR

sábado, 22 de novembro de 2008
Cigana Carmem
É a protetora dos que sofrem de mal de amor, é a que acolhe e consola os abandonados. É natural da Espanha, viajou por quase todos os países de idioma hispânico, inspirou vários amores. Amorosa e determinada auxilia em casos de amores impossíveis (mal do qual também já foi vítima). Linda, vaidosa e grande dançarina de flamenco. Resolve com suas magias casos de abandono, tira rivais do caminho e harmoniza casais. Prefere os médiuns ciganos, mesmo assim entra na aura de alguns gadjós com outros nomes, conforme a linha. Sua grande magia é para unir casais para que viva intensamente o amor. Ela faz com uma maçã bem vermelha, mel, 3 fitas rosas e um quartzo rosa.Carmem, abre a maçã e retira o miolo, e deixa uma pequena tampa, coloca o nome dos amantes escritos em um papel (em forma de cruz), joga bastante mel e fecha, amarrando a maçã com as fitas. Depois coloca o quartzo rosa em cima. E diz: “Pelo poder da maçã, pela força etérica do cristal e do mel, que estas fitas astrais amarrem fulano e fulana. Serão tão doces, viverão juntos e amarão um ao outro. Pelo poder da magia cigana, como a lua e a noite que nunca se separarão, está feita este feitiço de amor em nome de Devel. Amém”. A maçã pode ser enterrada no pé de uma arvore frutifera ou guardada em um pote com mel escondido.
É uma cigana encantadora que gosta de festa, música, dança e muitos sorrisos.
Trabalha juntamente com todas as forças da natureza, principalmente as do fogo, pois atua com as Salamandras.
Utiliza estrelas de cinco e seis pontas que respectivamente a magia e o amor.
Também utiliza a simbologia de uma espiral que é uma forma da antiga escrita voltada para a magia, cura espiritual e física, e a promessa de proteção contínua para a médium e os que a rodeiam.
Há muito tempo não reencarna aqui, mas também faz parte da grande missão de outros seres terrenos e de diversos tipos de entidades.
Tomou a identidade de cigana por ter sido a última em que passou por aqui, e foi preciso haver uma adaptação dela para chegar mais próxima das pessoas deste mundo, e assim atingir mais as massas, podendo assim se expressar e atender aos pedidos das pessoas, trabalhando com os seus sentimentos.
Seu trabalho é feito da seguinte forma: desperta nas pessoas o poder que elas mesmas possuem em realizar coisas boas.
A entidade é uma mensageira de amor, e uma representante do elo de ligações entre tantos mundos.
Nada mais faz do que pedidos a entidades superiores, a respeito dos suplícios dos consulentes, e estes recebem a graça pelo seu próprio merecimento.
O seu trabalho mais importante é o despertar das pessoas para a espiritualidade e para a humildade, que para ela, caminham juntas.
Por isso escolheu a Umbanda.
A espiritualidade uniu estas pessoas propositadamente, é claro também, tantos outros grupos espalhados por todo o planeta.
Quando passou por aqui foi uma ciganinha bastante bem humorada, e desde cedo foi iniciada em magia por uma cigana mais velha.
Chamavam-na de feiticeira da tribo. Fez muitas coisas boas, e coisas ruins também, pois trabalhavam com a cura e com interesses próprios, tais como o ouro.
Desencarnou ainda jovem; não se casou, porém já estava prometida a um cigano bem mais velho.
Se revoltou com isto, pois havia se apaixonado por um homem de fora da tribo, e com isto a deixaram de lado por um bom tempo.
Deveria casar-se aos 14 anos, mas tinha que esperar o tal cigano passar por alguns rituais. Foi aí que aproveitou. Mesmo sendo deixada de lado, vivia sempre feliz e sorridente e encontrava-se com o tal homem de uma tribo bastante diferente da dela.
Começou a aprender com ele a magia dos índios e da natureza, e quando sua tribo descobriu, fizeram uma grande festa para ela.
Convidaram toda a tribo indígena e o seu futuro marido matou os dois no meio de toda a tribo, amarrados a uma árvore, com o seu punhal em seus corações.
Foi escolhida esta morte para servir de exemplo a outras ciganas. Mas, desencarnou feliz ao lado da pessoa que amava e com sua personalidade fortalecida.
Material de Trabalho: Bola de Cristal, Pêndulos, muitas pedras, incensos, velas coloridas, entre outros.
Locais de Entrega: Em campos embaixo de uma árvore.
Bebe: Vinho tinto
Fuma: Cigarros de preferência os que contém cravo.
Carmen

A ópera ‘Carmen’ é intitulada assim por causa de uma andaluza bela e que tem uma mentalidade muito além do seu tempo; uma cigana que revolucionou o modo de pensar e agir num período em que estourava a revolução na Europa, ela como revolucionária convicta lutou pelo amor e pela liberdade, no entanto deixa o amor do capitão da guarda espanhola pelo seu espírito de liberdade.

Com seus ideais pulsantes Bizet eterniza a sua célebre frase:

‘O amor é um pássaro rebelde que ninguém pode aprisionar. ’

O espírito de liberdade é que impulsiona a personagem andaluza, fortalece os ideais da liberalização feminina, por isso ela torna-se sinônimo de emancipação e de liberdade feminina referente aos modos e costumes das mulheres espanholas. E o amor é parte da vida e não uma prisão, desse modo Bizet relata que Carmen pensa sobre o amor.

‘ O amor é um menino cigano que nunca conheceu a lei; se não me amares, eu te amarei, se eu te amar, cuidado!’

Como toda mulher que teve uma ideologia muito além do seu tempo sofreu muitas sanções de sociedade andaluza em prol de seu pensamento de liberdade e de pureza na natureza do espaço social sem clausuras e amarras das convenções sociais em que vive, no qual reluz o seu estado de espírito ao dizer:

O meu coração é livre como o ar, ’
‘ Quem quer a minha alma? Ela está livre! ‘
‘ Não tenho medo de nada. Carmen nunca cederá!
‘ Nasceu livre e livre morrerá! ‘
Carmen revolucionou não só no modo de pensar, mas também na maneira como se comporta, age e vive mesmo no mundo em que a sociedade é maciçamente machista e hipócrita.
Ela aflorou na sociedade o desejo pelo ideal de liberdade e amor por aquilo que acredita e acima de tudo que lutasse por ele, tornando realidade o desejo e as conquistas por algo melhor.

Feito por Ronye Márcio
Em 06 de Janeiro de 2010
ronyemarcio@hotmail.com
Cigana Maria Dolores

Maria Dolores tem olhar esverdeado e fugidio, mas de extrema sinceridade e meiguice em uma proximidade mais íntima. Vermelho e dourado são suas cores de coração, visto se agradar com os mais variados tons. Suas magias são feitas na rua e à noite, com a aprovação e a cumplicidade do luar. Gosta de receber oferendas pra se enfeitar; tais como brincos, colares, pulseiras, xales, lenços coloridos e batons. Também não dispensa um bom vinho tinto para tomar entre amigos em calorosas celebrações pela vida. Gosta de música, é alegre e festeira, porém discreta e misteriosa quando o assunto é sobre o anel que carrega na mão esquerda; já que este guarda um segredo que não se pode revelar.
A cigana Maria Dolores trabalha para unir casais, retirando todos os obstáculos dos caminhos de quem por ela chamar, inclusive à distância – um dos maiores empecilhos para os muitos e muitos corações apaixonados. Todavia, se não houver amor entre as partes, ela não aceita intervir na união. Quando vê perigo nos caminhos de seus protegidos, Maria Dolores convida um Cigano Espiritual de sua confiança para ajudá-la a criar uma sólida corrente energética que impeça o mal de chegar a quem está sob os seus cuidados. Para afastar a inveja e o mal-olhado, esta Cigana sempre aconselha que as pessoas carreguem um amuleto de Trevo.
CIGANA MARIA DOLORES
Mulher espanhola que embriaga
lançando olhares encantadores
dança como ninguém agitando a saia
fazendo gesto  sedutores
Seus passos flutuam no ar
os olhos negros  fazem prisioneiros
tem a liberdade exalando pela pele
nada na vida com ela é rotineiro
Seu nome é canção de bolero
chegando e conquistando amores
vai com a brisa pelas estradas afora
é a linda cigana Maria Dolores
Tem rosa vermelha nos cabelos
para ofertar ao seu escolhido
mulher cigana carregada de magia
difícil resistir aos seus feitiços
SoninhaBB